Taxas aeroportoárias em Portugal aumentam pela quarta vez

As taxas do Aeroporto de Lisboa, vão ter a quarta subida de taxas em ano e meio, confirmou o Presidente da ANA à TSF.

 

O Diário Económico  escreveu hoje sobre o aumento das taxas do Aeroporto de Lisboa a partir de Dezembro, que deverá rondar os 7,56%. Ponce de Leão sobre esta notícia, argumentou que "houve três ajustamentos de taxas em Junho de 2013, em Dezembro de 2013, em Abril de 2014" e que agora o que houve agora foi "o anúncio do processo de consulta referente a 2015, tendo sido alertados desde já os operadores de que o aumento de 2015 em Lisboa e Porto seria aplicável a partir de Dezembro e não de Janeiro de 2015".


Como aconteceu em meados de 2013, o argumento da ANA/Vinci é de que, primeiro, pode fazer aumentos, porque a "receita unitária" (por passageiro) está abaixo do 'tecto' e, especialmente, porque tem estado a descer, uma vez que o movimento de passageiros está a aumentar mais do que antecipava".
"E eu relembro que em Lisboa temos um plano de investimentos neste mesmo período entre 2009 e 2015 atinge cerca de 600 milhões de euros que temos que enfrentar um crescimento acumulado nestes três anos 2013, 2014 e 2015 de cerca de 25% em relação aos valores de 2012", justificou Ponce de Leão, que do mesmo passo reagiu a críticas, insinuando que "provavelmente gostaria que ainda por cima fossem as outras regiões e os outros aeroportos a suportar o investimento no aeroporto da Portela", quando é sabido que tem sido precisamente o contrário.


Ponce de Leão contestou também a informação de que as taxas do Aeroporto de Lisboa tenham aumentado 33% desde Maio de 2013, argumentando que o aumento foi de 16,5%, uma variação que, no entanto, supera em muito qualquer outra rubrica de custos da aviação, o que torna ainda mais estranho não se ver reacções da parte das low cost como a Ryanair e a easyJet que em outros aeroportos, como por exemplo Madrid, tiveram reacções drásticas face a aumentos de custos.


A questão, porém, é que nos termos em que o Governo vendeu a ANA à Vinci ficou 'aberta a porta' para aumentos sucessivos de taxas quando o tráfego cresce e, consequentemente, de receita da empresa.
A carta do director do Aeroporto de Lisboa a informar as companhias aéreas do aumento que iria vigorar a partir de Dezembro mostrava que a "receita regulada" estava em com um aumento no primeiro semestre de 2013 face ao período homólogo de 2012 em 4,7% e até 0,3% acima do que era a previsão, mas ainda assim queria aumentar a taxa porque por passageiro estava 2,1% abaixo.
O administrador da TAP Luiz Mór, em declarações publicadas no jornal interno da companhia, comentou então que esse aumento era "muito expressivo e prejudicial para o turismo em Lisboa e toda a região e ainda para o Alentejo e para a competitividade da TAP".


O director-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa, na sua rubrica habitual na revista da Associação, escreveu na edição de Julho que com o aumento previsto para Dezembro "já perdemos a conta aos sucessivos aumentos aplicados desde a privatização, sempre com a mesma justificação: aumento do número de passageiros superior ao previsto" .
Em Janeiro, em conferência de imprensa, o presidente da ANA comunicou à imprensa que a empresa previa ter este ano um aumento do tráfego em 4%, admitindo desde logo que essa previsão iria ser ultrapassada.

No entanto, os aumentos não incidirão apenas no Aeroporto de Lisboa, mas terão lugar, ainda que de forma mais suave, nos aeroportos do Porto (+1,50%) e de Faro (0,11%).

Já as ilhas, Açores e Madeira, serão, pelo contrário, alvo de uma redução das taxas aeroportuárias cobradas, respetivamente, de 0,58% e 0,12%.

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