Director de Vendas da Quasar, diz que a Taxa Turistica em Fátima "é um erro"

Director de Vendas da Quasar, diz que a Taxa Turistica em Fátima "é um erro"
O Turismo.PT

Na feira de Turismo de Negócios e Incentivos de Barcelona (IBTM), falamos com uma das maiores agências vocacionada para os mercados estrangeiros que procuravam o destino Portugal, a Quasar DMC.

 

A Quasar trabalha muito o turismo religioso, tendo por isso conseguido em 2017 um ano extremamente positivo, que nos próximos anos dificilmente conseguirá atingir o mesmo volume de "clientes e facturação".

Para o Director de Vendas, Hélder Pimentel, "talvez seja irrepetível", uma vez que não volta a haver "o centenário de Fátima" conjugado com "a visita do Papa".

O dirigente não considera que em Fátima se pratiquem preços especulativos, antes pelo contrário, "são até muito baixos e sustentáveis". Justificou a sua afirmação explicando que as unidades hoteleiras, "na sua maioria são de gestão familiar". Pois só assim "conseguem fazer estes preços". A Quasar tem "alguns clientes que querem ficar em Fátima, não pela componente religiosa, mas para baixar o valor do pacote final", explicou Hélder Pimental. "Fátima tem preços muito, mas mesmo muito, económicos", frisou.

Um assunto que tem estado a ser discutido nos últimos tempos é a implementação da Taxa Turística em Fátima. Para o agente de viagens "é um erro", pois para já "por não ser o ano ideal para a implementar". Explicou que no anos passado seria "o ano ideal", uma vez que "estávamos em alta". Hélder Pimentel explicou que "este tipo de taxas não devem ser implementadas quando estamos em crescimento. É contraproducente". Embora "pessoalmente acho que ninguém deixa de ir a um destino por um euro". Mas fazendo referência a um tipo de cliente especifico, o que faz excursões de autocarro, "por cinquenta cêntimos podem mudar de destino".

A implementação da Taxa Turística "pode vir a beneficiar outros destinos como Caldas da Rainha ou Leiria", referiu o dirigente.

Para concluir, Hélder Pimentel, frisou que "em Lisboa e Porto, podemos pôr as taxas que quisermos, que os turistas vão continuar a vir".

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