Oceanos e Rendas Básicas Universais: Outros Palcos no Web Summit

Oceanos e Rendas Básicas Universais: Outros Palcos no Web Summit

Oceanos e Rendas Básicas Universais: Outros Palcos no Web Summit D.R.

Em outros palcos houve momentos chave com interlocutores Portugueses, focando aqui numa conversa com Carlos Moedas e num debate com Francisco Louçã.

Houveram mais dois momentos nos palcos Planet: tech – com o Carlos Moedas – e no palco Autotech/TalkRobot – com Francisco Louçã – a salientar.

No primeiro houve um painel interessante sobre como podemos parar de matar os nossos oceanos. Momentos a salientar foram a insistência de Carlos Moedas que a próxima geração já está muito melhor preparada em termos de educação sobre o ambiente e como estamos a matar oceanos, e que já estão a influenciar a maneira como actuamos sobre o assunto. A Good Impact Foundation focou no que vê como maior fragilidade e oportunidade, o de no momento não seguirmos muito bem as quotas e técnicas de pesca reconhecidas cientificamente, mas que se o conseguirmos fazer, voltamos para um estado de abundancia nos oceanos. Enquanto a Plastic Pollution Coalition focou na prevenção de micro-plásticos de entrarem nos oceanos, com muita felicidade de estar numa conferencia aonde os participantes se interessam mais sobre este assunto. Logo depois viu se pessoas a encherem copos de plástico de água saída de bebedouros de plástico.

Já fora da vida de político, Francisco Louçã debateu sobre rendas básicas universais (um sistema que substitui alguns subsídios com um “salário” básico para todos) onde saiu a parecer que não ouvia os argumentos de Louise Haagh (Basic Income Earth Network), expressou-se com muita emoção, não precisando de muito tempo para se fazer entender. Uma vez que Haagh abriu o debate, falou de como o sistema possa ser, de maneira a ser funcional para todos, sem esquecer os limites e melhoramentos. Louça ignorou a maioria do que Haagh disse para se concentrar, com paixão, de como existem países que querem ter uma renda básica para cortar na educação ou nos hospitais públicos, enquanto ignorava o que a oradora tinha referido anteriormente. Em geral as “vitórias” de Haagh encontraram-se no apoio de muitos economistas deste sistema. Como é o caso dos subsídios de desemprego, focando-se naquilo que mais importância tem, deixando-as concentrar no que importa mais, para também livrar o controlo e a dependência. Contra isso Louça perdeu uns “pontos” ao dizer que não veio à Web Summit para falar de psicologia (que têm custos tremendos para a sociedade) ou de segurança social, só dinheiro, e como temos de lutar contra as ideias de saúde publica do Trump. Perfeitamente irrelevante para esta discussão. O ex-lider do Bloco de Esquerda, parecia não perceber alguns conceitos base, ouvir argumentos e responder e por último, perceber que a economia é feita de mais coisas que dinheiro. As vitórias dele vieram na forma da conclusão de um relatório da Finlândia sobre o principio do teste de rendas básicas, que mostrou o perigo de haver perdedores num sistema de rendas básicas universais. Louise Haagan, por seu lado ficou mais aflita quando se viu ignorada e mal percebida, tendo desperdiçado tempo a reagir às banalidades de Louçã. No final perguntou-se ao público o que achavam do sistema de Rendas Básicas Universais. Sendo que a resposta não foi conclusiva, pois ficaram metade pelo sim e a outra metade pelo não.

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 31 Dez. 2017 17:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 17 Dez. 2017 18:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

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