Pestana investiu 10 milhões de euros na Pousada de Lisboa

Pestana investiu 10 milhões de euros na Pousada de Lisboa

A nova Pousada de Lisboa, localizada na Praça do Comércio, foi inaufurada numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Economia, do secretário de Estado do Turismo, do presidente do Governo Regional da Madeira e do presidente do grupo Pestana.

A nova Pousada resultadou de um investimento de 10 milhões de euros e conta com 90 quartos permirindo a criação de 50 postos de trabalho.

O presidente das Pousadas de Portugal, José Castelão Costa, realçou a recuperação do edifício, em plena Praça do Comércio, e a decoração, com um espíolo que demonstra "bem a importância que os portugueses tiveram ao longo dos anos".

O presidente disesse ainda que se trata de "um dos melhores equipamentos", salientando "modéstia à parte, a melhor do país", com uma "arquitectura original", numa das "mais belas praças do mundo".

A decoração desta Pousada esteve a cargo do Museu da Cidade de Lisboa e da Fundação Nair Afonso. O presidente referiu também que "a entidade Frente Tejo foi muito exigente".

Sobre os novos investimentos, Castelão Costa anunciou que, até 2018, o grupo Pestana terá mais 10 unidades hoteleiras, o que significa que passará dos actuais 10500 para os 12800 quartos, e perto de 100 hotéis.

O grupo madeirense tem previsto abrir, ainda este ano, mais duas unidades: o Pestana South Beach Alvor, localizado no Algarve e outra no Porto, a ampliação do hotel na Ribeira do Porto, o Pestana Vintage Porto.

Foi também, referido que para as obras do segundo hotel na Baixa de Lisboa, concretamente na Rua do Comércio, já começaram.

Sobre as remodelações estão em curso, estão a acontecer nas Pousadas do Alentejo, referiu Castelão Costa.

Outra das novidades anunciadas foi que o grupo tem planeada a remodelação do Hotel Pestana Bahia Praia, em São Miguel, nos Açores.
Na ilha da Madeira, iniciará a contrução de um hotel Pestana na Praça do Mar, no Funchal.

Já "a muito curto prazo", iniciar-se-ão as obras para um novo hotel no eco-resort em Tróia.

"Temos igualmente em desenvolvimento hotéis no estrangeiro: em Nova Iorque, Amesterdão, Madrid, Marraquexe e Rio de Janeiro, com aberturas previstas nos próximos dois, três anos", afirmou.

Depois de apresnetar todo o investimento previsto, Castelão Costa disse que "é muito dificil investir em Portugal, as dificuldades inerentes ao desenvolvimento de novos projectos no que respeita às envolventes burocráticas se desvaneçam. Muita coisa tem sido feita, mas há ainda um percurso a percorrer. E também o peso dos impostos é muito dissuasor para o investidor", assim como também "não é fácil converncer outros empresários a investir quando o mundo está cheio de excelentes oportunidades de negócio".

O presidente afirmou que o esforço exigido para esta dinâmica de crescimento é "enorme", sem descartar a possibilidade de crescer através de contratos de gestão. "Hoje podemos potenciar a nossa marca e capacidade de gestão, no sentido de captar algum investimento alheio para colocar a bandeira Pestana, pois só assim conseguiremos acelerar a presença em mais destinos. Ainda assim vamos procurar conciliar a figura de proprietário e gestor com a de apenas gestor, quando assim se justifique".

O Ministro da Economia não poupou elogios ao Grupo Pestana e ao seu responsável, Dionisio Pestana. "O sucesso deste grupo é ter pessoas verdadeiramente excepcionais", salientando que o Grupo Pestana "põe as pessoas em primeiro lugar", e que as "valoriza e motiva", torando-se assim possível ser "capaz de alcançar os objectivos".

Pires de Lima destacou a "longevidade e o sucesso" do grupo, um sucesso que o ministro diz dever-se à aposta nas pessoas. "O Grupo Pestana é um grupo de sucesso, porque põe as pessoas em primeiro lugar como factor distintivo de competitividade. As pessoas são o maior activo de uma organização empresarial moderna e competitiva. Neste caso, associada a uma gestão super profissional e a um empresário que todos os dias se distingue pela sua capacidade de fazer".

Para o Ministro da Economia, o Turismo afirma-se "cada vez mais como um sector exportador por excelência", com uma representação de 52% do saldo da balança de serviços. "O Turismo contribuiu, de forma decisiva, para o 'superavit' da nossa balança comercial em 2013, 2014 e agora 2015".

O ano 2015, segundo Pires de Lima, será "um ano novo de recordes e aquilo que desejamos é que estes recordes sucessivos possam beneficiar em primeiro lugar os empresários, os gestores e os trabalhadores do sector privado".

O responsável da pasta da Economia nacional defendeu que "os lucros que o sector começa a apresentar devem beneficiar em primeiro lugar os seus investidores, os seus empresários e também os seus trabalhadores. Prefiro mil vezes que os lucros do sector fiquem nas empresas e sejam investidos em mais empreendimentos ou distribuídos pelo seu pessoal, do que inventar formas do Estado ir buscar essa riqueza para financiar as suas actividades".

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