Concerto de Adam Lambert no fim de ano em Singapura causa polémica

Concerto de Adam Lambert no fim de ano em Singapura causa polémica
Fábio Tito/G1

Adam Lambert pode ter sido um sucesso no American Idol, mas petições rivais em Singapura reuniram milhares de votos online num debate sobre se ele é sexy demais para ser autorizado a tocar no maior concerto de passagem de ano.

A petição contra Lambert, dirigida ao governo e à Mediacorp, organizadora do espectáculo, reuniu 14 mil assinaturas em defesa da tese de que a actuação do cantor abertamente gay não condiz com os valores de Singapura.

No entanto, duas petições em apoio a Lambert tinham reunido mais de 11 mil votos esta sexta-feira argumentando que permitir o desempenho do artista mostraria que Singapura evita a discriminação e promove a diversidade.

O organizador do concerto afirmou que mantém o compromisso com Lambert, um participante do programa norte-americano que causou controvérsia durante a sua participação no American Music Awards, em 2009, quando beijou o seu tecladista e simulou actos sexuais com bailarinos. O sexo entre homens é ilegal em Singapura.

"Fazemos pressão aos organizadores da contagem regressiva de 2016 a reconhecer e respeitar os valores da maioria de Singapura, que manifestou o seu desejo de preservar a fibra moral da nossa nação", diz a petição de protesto, publicada anonimamente por um grupo dizendo-se representar os pais preocupados.

Os signatários argumentam que ter Lambert no concerto seria uma nota ácida no final das comemorações do 50º aniversário dessa conservadora cidade-Estado.

A empresa de televisão estatal Mediacorp manteve a contratação de Lambert e disse que o programa televisionado será adequado para o público familiar e estará em conformidade com os regulamentos de transmissão.

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