Rodrigo Leão trouxe ao Coliseu de Lisboa, um "Retiro" onde a música convidou ao silêncio.

Com a Orquestra e Coro da Fundação Gulbenkian Rodrigo Leão apresentou no Coliseu dos Recreios na noite de 21 de Novembro uma aventura musical que passou para lá das paredes do Coliseu, pela força que continha.

Com os 100 músicos da Orquestra Gulbenkian, incluindo o coro, dirigidos pelo maestro Rui Pinheiro, e ainda com o ensemble que normalmente o acompanha: o quarteto de cordas formado por Carlos Tony Gomes, no violoncelo, Bruno Silva, na viola, Denys Stetsenko e Viviena Tupikova, nos violinos e ainda Celina da Piedade no acordeão, não esquecendo a voz Selma Uamusse, o "Retiro" de Rodrigo Leão, trouxe a tranquilidade a que uma introspecção obriga.


Com um Coliseu cheio, Rodrigo Leão começou o concerto com "Florestas Submersas" um tema criado para a exposição do Aquário Vasco da Gama de Takashi Amano, que acompanhou de imagens da exposição criando um mundo de beleza musical aliada à beleza da arquitectura.
Neste seu projecto, interiorizando a sal capacidade criativa, Rodrigo Leão explora um universo de pendor mais sinfónico e alimentado por um certo tom de exaltação.

É brilhante a forma como vai desenvolvendo os seus temas de forma simples quase linear, mas de uma beleza e linearidade musical que enternecem.


As orquestrações são da responsabilidade do violoncelista Carlos Tony Gomes e de Steve Bartek.
Selma Uamusse dá voz, e bem, a todos os temas.
Foram ainda três os temas que forma executados no encore, de forma brilhante e muito aplaudidos pelo público, de pé desde o fim do espectáculo.

A primeira parte doespectáculo foi da respondsabilidade de André Barros, que recebeu o prémio de Melhor Banda Sonora do Festival de Cinema im«ndependente de Los Angeles.
André Barros  é um compositor emergente mas um intérprete de excelência. Acompanhado por violino executou temas de rara beleza e de uma aparente simplicidade melódica e hamónica. 
André Barros demosntra uma  visão musical nostálgica fazendo-nos pairar entre a poesia, a tranquilidade e a magia. Foi uma abertura excelente para um concerto que deslumbrou todo o Coliseu.

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