Mariza abre o seu "Mundo" em Nova Iorque

A fadista Mariza realiz dois concertos em Nova Iorque, dando continuidade a uma digressão pela América do Norte, que conta com oito espetáculos em oito dias.Mariza, que está a apresentar o novo álbum, 'Mundo', editado este mês, disse à Lusa que se sente diferente em palco.

"Foram cinco anos sem gravar, onde deu para fazer uma reflexão de vida. E quando se faz uma reflexão, aparece uma nova forma de encarar o mundo, a vida, enfim, tudo o que nos rodeia. Acaba sempre por se refletir na forma de cantar e de estar em palco", explicou.


A cantora apresenta o novo CD, em Portugal, no Coliseu do Porto e no Meo Arena, no final de Novembro e início de Dezembro, mas garante que esta passagem no estrangeiro, antes desses concertos, não serve para testar a resposta do público.

"Não venho para nenhum país para testar a minha música, eu sou a minha música e a minha música sou eu. Por isso, ter este novo disco, com o nome de 'Mundo', onde convido as pessoas a entrarem no meu mundo musical e entenderem-me melhor como artista, como cantora, e, no fim, acabam por entender quem sou", disse.

Mariza comecou a digressão a 22 de Outubro, em Winston-Salem, na Virgínia, continuou no Memorial Hall, na Carolina do Norte, no Lisner Auditorium, em Washington, e, na noite de domingo, no NJPAC, em Newark.

"Começámos esta tour na Suécia, o público reagiu de forma surpreendente. Foi muito gratificante, pois é um público que não fala português. Eu sou uma artista mal habituada, pois sou sempre muito acarinhada em todos os concertos que faço. O público é sempre muito receptivo, seja português ou local", contou à agencia Lusa.


Depois do concerto no NJPAC, no domingo, que Mariza escolheu por ser uma sala "fantástica", onde "também aparece muita da Gente da Minha Terra", Mariza regressa aos palcos de Nova Iorque, no Joe's Pub.

"Voltar ao Joe's Pub é também um motivo de saudade. Considero que este disco é um começo e o primeiro espaço onde cantei em Nova Iorque foi no Joe's Pub. Por que não voltar, neste começo onde me sinto tão feliz e cada vez mais orgulhosa da música que faço?" explicou.

Depois dos concertos em Nova Iorque, a artista parte para Montreal, no Canadá, onde vai atuar na quarta-feira, e termina a digressão no Massey Hall, em Toronto, no dia seguinte.

O novo album da cantora, "Mundo", é produzido pelo músico espanhol Javier Limón, que produziu anteriormente o álbum 'Terra' (2008), e marca o regresso a estúdio cinco anos depois de "Fado tradicional".

O trabalho tem composições de Mário Pacheco, Rui Veloso, Tiago Machado, Jorge Fernando e Paulo de Carvalho, músicos que colaboraram com Mariza em álbuns anteriores, e poemas, entre outros, de Rosa Lobato de Faria, Cabral do Nascimento e Paulo Abreu Lima.

Mariza, que pela primeira vez grava em espanhol, recupera um tema argentino, 'Caprichosa', de autoria de Froilán Aguilar, e canta, de Javier Limón, 'Alma'.


No CD há ainda uma morna de Vlu, 'Padoce de céu azul', que Mariza canta em crioulo cabo-verdiano e inglês.

Do repertório de Amália Rodrigues, recria 'Anda o sol na minha rua" e "Maldição'.

Nesta nova fase da sua carreira, a fadista disse à Lusa sentir "tudo muito transparente", recuperando o título do seu álbum de 2005.

"Não estou a testar nada, mas sim a abrir as portas do meu mundo e do meu coração", concluiu.

Mariza vai levar o 'Mundo' ao Coliseu do Porto, nos dias 26 e 27 de novembro, e ao Meo Arena, em Lisboa, a 07 de dezembro.

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