Aldina Duarte:"Romance(s)" extraordinariamente bem escrito e ainda melhor interpretado

Aldina Duarte:"Romance(s)" extraordinariamente bem escrito e ainda melhor interpretado

"Romance ao Entardecer" levou ontem Alfina Duarte ao Museu do Fsdo para apresentar o seu mais recente trabalho "Romance(s)".

"Tinha muitas saudades de cantar, não tenho ido muito ao Senhor Vinho. Eu não nasci apenas para fazer concertos. Muito obrigado" disse ao público depois de ter interpretado a sinopse deste trabalho, ou seja interpretado alguns temas simplesmente fabulosos, como por exemplo "Maçã de Adão".


Com as letras a cargo de Maria do Rosário Pedreira e produzido por Pedro Gonçalves, os temas ontem ouvidos, despertaram em quem os ouviu linguagens de outras épocas em historias actuais. Entre a tradição e o contemporâneo surge a voz de Aldina, com uma classe invulgar, uma sensibilidade única, uma simplicidade que encanta.


"Os meus pais no Fado são a Maria da Fé e o Camané" disse olhando cúmplice para estes dois ícones do Fado, que se encontravam na primeira fila.


Enquanto isso, continuava a interpretar os temas que giram em torno de um triângulo entre duas amigas e um homem que se apaixona por elas duas. Comédia, tragédia e muita dor são presenças nas letras extraordinariamente bem construídas por Maria do Rosário.


"Os meus fados são espantosos, eu é que posso não saber cantar" disse humilde. Depois de ontem a ter ouvido, poderíamos alterar a frase para "os meus fados são espantosos, e eu interpreto-os de forma espantosa".


Aldina nesta apresentaçao interpretou alguns dos temas mais bonitos que pudemos ouvir este ano no que ao Fado diz respeito. A voz de Aldina é como que alimento para a alma. Ouvimo-la com o coração e o tempo, como que pára.


20 anos de carreira é muito tempo mas agora descobrimos toda uma nova fadista cheia de verdade, e que nos encanta, que nos mostra o quão belo é o Fado tradicional.

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