Maria Gadú, Filipe Catto num concerto onde o vento também marcou presença

Maria Gadú, Filipe Catto num concerto onde o vento também marcou presença

Maria Gadú, Filipe Catto num concerto onde o vento também marcou presença edpcooljazz

Maria Gadú e Filipe Catto trouxeram a música do Brasil aos Jardins do Palácio do Marquês numa noite em que o vento resolveu também juntar-se à festa.

Filipe Catto foi um ar fresco que encheu o palco do edpcooljazz.

Lembrando no seu jeito e tom de voz Ney Matogrosso, Filipe depois de gritar bem alto “I love you Lisbon” apresentou uma selecção musical bem à maneira de Ney, passou por Cazuza e até António Variações esteve nesta noite em Oeiras.
Filipe Catto é um dos promissores músicos da nova vaga e tem como objectivo óbvio conquistar o público e pensamos que está a conseguir.
“Canção de Engate”de António Variações mereceu um estrondoso aplauso do muito público presente.
Do seu álbum de 2015, “Tomada” cantou “Do Fundo do Coração”. “Canção e Silêncio” também esteve no alinhamento. Terminou com”Saga”, um tema que compôs quando era mais jovem.

Despediu-se agradecendo e dizendo que estar em Portugal “é como estar em casa da mãe”, tal é a forma como o recebem


Maria Gadú fez a segunda parte do espectáculo e com a sua voz rouca passeou pelo funk indo depois para temas mais intimistas revelando o seu enorme talento para letrista.
Maria Gadú tem afirmado que tem mudado o seu estilo musical mas o seu estilo mantém-se e o que canta sente e mais, faz sentir quem a ouve.

Maria Gadú lembrou que já pisou vários palcos em Portugal e que em 2013 esteve no edpcooljazz.

Do álbum “Guelã” de 2015 cantou “Suspiro”, passando para o álbum "Multishow Ao Vivo", do qual cantou “Parati”.

Apresentados os músicos que a acompanham, com destaque para o violoncelista Federico Puppi, de grande talento, Maria canta “Escudos”, tronando o seu espectáculo um passeio pelos vários discos já editados.

Entre o público com casacos, gorros e lenços, pois o vento era forte e desagradável também se agitavam bandeiras com as cores LGBT.

Maria Gadú foi sensível a este facto e lembrou a luta que tem travado a favor da igualdade de género e contra a discriminação de que são alvo os homossexuais.

"Esse show está na estrada há dois anos e meio. Em Setembro começo a fazer um novo trabalho, por isso, este concerto é já um dos últimos desta digressão, o que nos está a deixar muito felizes mas também muito sensíveis", explica Maria Gadú e de seguida todos cantam “Tudo Diferente”.

Mas foi com “Ne me quitte pas” de Jacques Brel que a voz de Maria e do público dominou o forte vento que se fazia sentir. Dos melhores momentos do concerto.

Aguardamos com alguma curiosidade as novidades que trará o trabalho que Maria Gadú prepara para Setembro.

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 31 Dez. 2017 17:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 17 Dez. 2017 18:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

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