Ricardo Pinto Magalhães é o vencedor do LOOPS.LISBOA 2017

Ricardo Pinto Magalhães é o vencedor do LOOPS.LISBOA 2017

Ricardo Pinto Magalhães é o vencedor do LOOPS.LISBOA 2017 D.R.

Museu do Chiado anunciou que a obra“Delphine Aprisionada”de Ricardo Pinto Magalhães venceu o LOOPS.LISBOA 2017

Foi anunciado o grande vencedor da 3.ª edição do LOOPS.LISBOA, exposição que está patente no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC) até ao próximo dia 04 de Fevereiro.

O júri, composto por Emília Tavares (Curadora MNAC), Jesse James (Director Festival Walk Talk Açores) e Jorge La Ferla (Curador e Professor da Universidade de Buenos Aires) atribuiu o prémio, com o valor monetário de 2000€, a Ricardo Pinto de Magalhães com o trabalho "Delphine Aprisionada”.


O júri teve a responsabilidade de partilhar uma justificativa para a sua decisão unânime: ”A obra apresenta a icónica actriz francesa Delphine Seyrig aprisionada na tela e nos papéis relevantes representados através das obras de Chantal Akerman, Marguerite Duras e Alain Resnais. Um trabalho elaborado e inquiridor, através de fragmentos de filmes, sobre alguns dos papéis femininos mais representativos dum novo cinema, num contexto histórico de lutas feministas. Esses papéis e o seu significado são colocados em diálogo/confronto, através de 4 écrans simultâneos, que fazendo uso de um magistral loop redefinem a sua natureza original, transportando-nos para novos significados num puzzle inebriante sobre o cinema e a história."

Além do trabalho vencedor, outras duas produções portuguesas foram seleccionadas, entre 236 candidaturas, para esta edição do Loops.Lisboa: "The Falls", de Nuno Cera e "2017 personaloop_01", de Tomaz Hipólito. Sobre estes dois trabalhos o júri considerou:


"The Falls" de Nuno Cera

"O tempo da natureza apropriado e manipulado pela arte de ver através da câmara, a arte de manipular o tempo, através do loop. A forma da água, a sua textura e o seu movimento tornam-se um efeito plástico de forte impacto estético. O efeito "rallenty" intensifica a percepção de loop, que uma elaborada banda sonora complementa. Uma instalação contemplativa sobre o mistério intemporal e circular da natureza."


"2017 personaloop_01" de Tomaz Hipólito

"Uma obra que trabalha de forma intensa a performance. O confronto do corpo singular, quase mecânico, com a arquitetura museológica. O corpo humano no cenário do museu é re-significado pelo trabalho da câmara e pela edição, num estudo sobre o corpo como cadência, como uma peça de museu efémera e intermitente."


O LOOPS.LISBOA é um dos únicos encontros das artes visuais no mundo dedicado exclusivamente à exploração das possibilidades do loop, um modelo essencial para a trajectória da imagem em movimento e para a história da arte que mantém até hoje a sua frescura e relevância.


Até à data venceram esta competição os trabalhos "O Retrato de Ulisses", de João Cristóvão Leitão, em 2015, e "Zootrope" de Tiago Rosa-Rosso Carvalhas, em 2016.

Esta exposição, que inaugurou no passado dia 05 de Dezembro, é uma iniciativa do Festival Temps d’Images e vai estar patente no MNAC até ao dia 04 de Fevereiro de 2018.

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