“As Cores do Universo”, uma exposição patente no Bartô

“As Cores do Universo”, uma exposição patente no Bartô

“As Cores do Universo”, uma exposição patente no Bartô D.R.

“As Cores do Universo”, uma exposição de Miriam Biencard, que inaugura a 18 de Dezembro no Bartô do Chapitô.


"O “Universo” incide sobre a temática do espaço, que nos remete para diversas formas de matéria, tais como: as estrelas, as galáxias e os planetas. Este é um tema que desde pequena me fascina, quando posso deleito-me a olhar para o céu e tento ver sem ver o que ele tem para lá do seu infinito. Apresentando a olho nu pequenas estrelas cintilantes alinhadas em magníficas constelações, que me envolvem em histórias de encantar... A natureza tem no seu intimo a perfeição e o belo que por vezes se torna inexplicável. Esta simbiose levou-me a conceber estas peças que vos apresento.

Para além da paixão que nutro pelo tema aliei-o à base do meu trabalho que é a reutilização de objectos que deixaram de cumprir a função para a qual foram concebidos. Todos os suportes foram recolhi- dos na rua, limpos e tratados antes de serem intervencionados artisticamente.

A “Geometria da Cor” apresenta ao espectador uma temática geometrizante por meio de formas rectas e angulares densamente coloridas. Visa proporcionar a sensação de abstração por meio da representação implícita, ou seja, a forma nem sempre se denuncia explicitamente. Este projecto tem vindo a ganhar vida e corpo desde 2005.

Estes trabalhos são muito distintos dos anteriormente apresentados neste local. Aqui as peças não são oriundas da reutilização mas sim de pintura acrílico sobre tela com diversas formas e dimensões.

Espero que gostem da exposição “As Cores do Universo”, foi com uma enorme satisfação que concebi cada uma destas peças, desejo que vos transmitam alegria, paz e muita energia.”, quem melhor do que a artista para explicar a sua obra e os passos dados na sua criação.


Miriam Biencard, nasceu em Lisboa no ano de 1985. É designer de comunicação de formação e artista plástica de coração. Desde cedo que percebeu qual o caminho a seguir e ingressou num curso de pintura ministrado no IADE, posteriormente passou pelo atelier de uma pintora. E mais tarde entrar para a SNBA onde tira o curso livre de pintura.

Contudo houve um momento de estagnação e direcionou o seu percurso académico para o design de comunicação, entra para a ETIC, onde estudou Design de Comunicação e Multimédia. Findo este ingressa na ESTAL e inicia a Licenciatura em Design de Comunicação com termino na FBAUL.

Vê nas artes plásticas o seu maior desafio. Gosta de proporcionar diversos tipos de estímulos sensoriais ao espectador. O seu trabalho visa despertar consciências e chamar a atenção para o que se passa no Mundo, alertando para o desperdício que a “sociedade de consumo” produz diariamente. Trabalha maioritariamente a partir do lixo que recolhe dando-lhe uma nova vida. A sua premissa é despertar mentalidade e fazer com que o espectador reflita sobre os seus hábitos de consumo desmedido para que deste modo aprenda a moderar os seus comportamentos e comece a criar uma “pegada ambiental sustentável”.

Desde 1999 que mostra o seu trabalho ao público e conta com mais de quatro dezenas de exposições individuais e colectivas. A sua plástica tem um cunho muito demarcado por cores fortes e vibrantes, elementos geométricos, materiais reutilizáveis e combinações improváveis

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