Roquette & Cazes: duas famílias, um vinho

A colheita 2015 do Roquette & Cazes, um vinho feito a quatro mãos, homenageia uma história de amizade que deu origem a uma parceria que dura há 15 anos.

 

Para contar a história do projecto Roquette & Cazes é preciso recuar até 2002.

Foi nessa altura que os amigos de longa data Jorge Roquette, da Quinta do Crasto, e Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bages, decidiram criar um projecto comum que homenageasse a paixão que partilhavam pela terra, criando um vinho marcado pelas características naturais do Douro e pela elegância dos vinhos de Bordéus.


Os primeiros testes foram feitos nas quintas detidas pela família Roquette, com uvas provenientes exclusivamente de vinhas localizadas nas sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior.
Nascia assim o Xisto – Roquette & Cazes 2003, o primeiro vinho deste projecto, lançado em 2005.

Amplamente elogiado por todo o mundo, este vinho marcou o primeiro capítulo de uma história que se adivinhava longa, provocando os responsáveis a irem ainda mais longe.

Nos anos seguintes, Jean-Michel Cazes reforçou o seu compromisso com o projeto, adquirindo a Quinta do Meco, situada em Vila Nova de Foz Côa, composta por 42ha de terra com 23,5 hectares de vinha plantada.
Esta propriedade, situada na margem esquerda do Rio Douro, usufrui de uma privilegiada exposição a nascente e norte, o que lhe confere características únicas para a produção de vinhos de elevada qualidade.

À natureza juntou-se um dueto de talentos: Manuel Lobo, da Quinta do Crasto, e Daniel Llose, responsável pelos vinhos da família Cazes.

Estes são os enólogos do projecto a quem foi incumbida a responsabilidade de continuar a história da Roquette & Cazes, lado a lado com a nova geração à frente do negócio – Tomás Roquette, no Douro, e Jean-Charles Cazes, em Bordéus.


O Roquette & Cazes 2015, que celebra o 15º aniversário do projecto, é elaborado a partir das castas Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (25%) e Tinta Roriz (15%), provenientes de vinhas plantadas separadamente por talhões. As uvas foram vindimadas num estado óptimo de maturação sendo depois sujeitas a uma rigorosa triagem antes do desengace e a macerações prolongadas com “delestage”, técnica francesa que aqui foi usada em alternativa às remontagens clássicas.

A extracção foi, por isso, muito mais complexa, respeitando a elegância e fugindo à rusticidade. Seguiu-se um estágio em barricas de carvalho francês durante 18 meses.


A cor violeta atrai à primeira vista, revelando um nariz atraente e com complexidade onde se destacam as notas frescas de frutos silvestres do Douro e elegantes apontamentos de especiarias. Na boca apresenta-se equilibrado, evoluindo para um vinho de porte sério com excelente volume e textura composta por taninos aveludados.


Marcado pelas quantidades limitadas, a nova colheita do Roquette & Cazes, presente em mais de 30 países, já se encontra disponível no mercado nacional, podendo ser encontrada em garrafeiras selecionadas de todo o país.

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