Queer Lisboa 22, encerramento público elege “Girl”, Juri escolhe “Marilyn”

Queer Lisboa 22, encerramento público elege “Girl”, Juri escolhe “Marilyn”
Queer divulgação

O Festival de Cinema Queer Lisboa 22, o Festival de Cinema mais antigo, teve a sua sessão de encerramento na noite de ontem, 22 de Setembro,no Cinema São Jorge, com o anúncio dos vencedores nas diversas categorias em competição.

 

Na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, a equipa organizadora do Queer Lisboa 22 anunciou os vencedores das  Competição de Longas-Metragens, Competição de Documentários, Competição de Curtas-Metragens, Competição In My Shorts - que distingue o Melhor Filme de Escola -, Competição Queer Art, e ainda as escolhas do público.

Nesta edição o Queer Lisboa 22 trouxe 100 filmes sobretudo d continente sul americano, revelando qualidade e sobretudo boa representação.

No entanto grande número dos filmes exibidos revelam as fragilidades sociais e de integração da população homossexual, não podendo nenhum dos países em apreço, dizer “nós somos os melhores”.

Foi apresentado um mundo de revoltas, conflitos, raiva e sobretudo desânimo.

Nesta edição o Queer 22 trouxe também a debate e divulgação o ciclo “O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida” que teve lugar na Cinemateca cona a exibição do filme de Joaquim Pinto

“E agora? Lembra-me”.
Foi ainda apresentado um conjunto de filmes ligados ao vídeo-activismo da sida dos anos 80 e inícios de 90, de realizadores como Gregg Bordowitz, os Gran Fury ou John Greyson
ouve ainda uma sessão de filmes de Mike Hoolboom e Matthias Müller, com  um Debate à volta deste programa que contou com a apresença a presença do ensaísta francês Didier Roth-Bettoni, autor do livro “Les années sida à l’écran,” Maria José Campos, médica, e João Pedro Vale, artista plástico.


Agora os vencedores:

Competição de Longas-Metragens

Melhor Longa-Metragem: Marilyn, de Martín Rodríguez Redondo (Argentina, Chile, 2018, 80')

Melhor Actriz: Kristín Thóra Haraldsdóttir, And Breathe Normally (Ísold Uggadóttir, Islândia, Suécia, Bélgica, 2018, 100’)

Melhor Actor: Victor Polster, Girl (Lukas Dhont, Bélgica, Holanda, 2018, 105’)

Menção Especial: Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (Brasil, 2018, 118’)

Prémio do Público: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica Holanda, 2018, 105’)

Competição de Documentários

Melhor Documentário: Room for a Man, de Anthony Chidiac (Líbano, EUA, 2017, 77’)

Menção Especial: Cartas para um Ladrão de Livros, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros (Brasil, 2017, 97’)

Prémio do Público: Lunàdigas - Ovvero Delle Donne Senza Figli, de Nicoletta Nesler, Marilisa Piga (Itália, 2016, 78')

Competição de Curtas-Metragens

Melhor Curta-Metragem: Would You Look At Her, de Goran Stolevski, (Macedónia, 2017, 18’)

Menção Especial: O Órfão, de Carolina Markowicz (Brasil, 2018, 15’)

Prémio do Público: O Órfão, de Carolina Markowicz (Brasil, 2018, 15’)

Competição In My Shorts

Prémio Melhor Curta-Metragem de Escola: Mathias, de Clara Stern (Austria, 2017, 30')

Menção Especial do Júri: Three Centimetres, de Lara Zeidan (Reino Unido, 2017, 9')

Competição Queer Art

Melhor Filme: Inferninho, de Guto Parente, Pedro Diogenes (Brasil, 2018, 82’)

Menção Especial: Martyr, de Mazen Khaled (Líbano, Itália, 2017, 84’)


O filme de encerramento do Queer Lisboa, "Bixa, Travesty" um pequeno relato da vida de artista de Linn Quebrda, uma manifestação por demais radical de homossexualidade.


Linn  é uma cantora de São Paulo que nas  as suas apresentações tem letras fortes, bem conseguidas no propósito que encerram, às quais junta exibições onde a sexualidade e o uso do corpo são os instrumentos utilizados para obter respoata ao que realmente o incomoda, a noção de género.


O Festival de Cinema Queer segue para o Porto onde estará de 10 a 14 de Outubro.
Em 2019 e continuando no Cinems São Jorge em Lisboa, o Festival de Cinema Queer apresentará a suas propostas de 20 a 28 de Setembro.

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