Lisboa, Porto e Coimbra acolhem KINO- Mostra do Cinema de Expressão Alemã

De 18 de Janeiro a 16 de Fevereiro, Lisboa, Porto e Coimbra acolhem a 15.ª edição da KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã



A 15.ª edição da KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã apresenta, para além dos filmes da Mostra Principal e de uma sessão especial para famílias, sete documentários de origem alemã que, do público ao privado, abordam temas actuais e variados que vão desde a evolução da música electrónica e dos concursos televisivos à conversão ao Islão e aos primeiros movimentos da cena gay em Berlim Ocidental.


No Porto e em Coimbra, a KINO abre, precisamente, com um filme da secção KINOdoc.
Será “Beuys”, de Andres Veiel, que estreou no âmbito da competição da Berlinale 2017 e que, no mesmo ano, teve sessão esgotada aquando da sua passagem pelo Doclisboa, constrói um retrato fascinante de Joseph Beuys, um dos mais influentes artistas alemães do século XX. Em Lisboa, pode ser revisto na sexta-feira, 19 de Janeiro.


Entre os realizadores desta secção haverá alguns mais conhecidos do público, como são os casos de Lutz Dammbeck, que através do seu complexo ensaio cinematográfico “Overgames” investiga a relação entre o aparecimento dos primeiros concursos televisivos e os programas de reeducação que os EUA levaram a cabo na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, e Romuald Karmakar com Denk ich an Deutschland in der Nacht (Se penso na Alemanha à noite), uma reflexão sobre a importância e os desenvolvimentos na cena musical electrónica alemã desde os anos 90.


Mas a secção KINOdoc também apresenta primeiros trabalhos de realização, cruzando-se assim com o foco Novas Perspectivas.
“Bruder Jakob” (Irmão Jakob), de Elí Roland Sachs, é um filme emotivo, ao longo do qual o jovem realizador acompanha a conversão ao Islão do seu irmão com 23 anos de idade. Um olhar profundamente pessoal sobre as vivências familiares, a procura da fé e da redenção. Não sendo uma estreia absoluta na realização, “Zwischen den Stühlen” (Para ser um professor), que acompanha o dia-a-dia de três professores estagiários, é também a primeira longa-metragem de Jakob Schmidt.


Em “Mein wunderbares West-Berlin” (Minha maravilhosa Berlim Ocidental), Jochen Hick socorre-se de material de arquivo até hoje inédito e por vezes provocador para documentar a evolução histórica da cena gay em Berlim Ocidental.
Entre restrições e perseguições, e com recurso a testemunhos da época, o realizador traça um retrato vivo da metrópole a caminho de se tornar a capital LGBT da Europa.


Os espectadores da capital terão ainda a oportunidade de assistir a “Parchim International” de Stefan Eberlein, um relato sobre o absurdo do capitalismo, envolvendo a compra de um aeroporto militar desactivado por parte de um investidor chinês, que foi galardoado com o prémio do público no festival DOK.fest de Munique, em 2016.


Na Mostra Principal, já está confirmado o filme de encerramento. “Die göttliche Ordnung” (A ordem divina), de Petra Biondina Volpe, é apresentado pela Embaixada da Suíça, em antestreia e cooperação com a distribuidora Films4You, e conta a história da luta pelo direito de voto feminino na Suíça dos anos 70. Um olhar cuidadoso sobre os movimentos históricos em prol da igualdade de género que se mantém actual e é cada vez mais relevante nos nossos dias.

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