Livros que deram filmes apresentados no Ciclo Fusões no Cinema

quarta, 11 outubro 2017 12:17 Escrito por 
Livros que deram filmes apresentados no Ciclo Fusões no Cinema D.R.

Virgílio Ferreira, ao contrário daquilo que era defendido por Ingmar Bergman, considerava que o Filme poderia ser um meio de projecção das ideias literárias de um escritor.

Do livro ao filme, pouco se perde quanto ao conceito que fundamenta a Obra, mudando apenas o seu formato e meio para apreensão do leitor-espectador.

Convém não esquecer que o que une a Literatura ao Cinema é a participação activa daquele que lê e que assiste ao filme. Seja transformar palavras em quadros imagético-imaginários pela mente do leitor, ou a transformação de imagem fixa em movimento pelo cérebro do espectador, há uma necessidade premente da mente daquele que se submete à recepção da Obra.

Mais que um meio de comunicação de texto, através do argumento por exemplo, o Filme que se baseia no Livro é uma oportunidade de mudança de perspectiva.
O que o Filme consegue fornecer, é a capacidade de ver com olhos abertos a forma como o Realizador montou mentalmente o texto que leu e assim o explorou.
Na prática, o que o Realizador faz é desviar o olhar do leitor convencional, que olha para baixo, levando-o a erguer os olhos para a tela, ouvindo e vendo o esqueleto narrativo deixado pelo Escritor, enriquecido com elementos técnicos e estéticos cinematográficos para uma apreensão do cerne argumentativo.


Na nota de imprensa enviada refere-se que neste ciclo, há o objectivo de atrair o espectador para o mundo da Literatura, “deixando-lhe a semente da curiosidade literária, ao mesmo tempo que aproximamos os apaixonados pelos clássicos a uma nova forma de ver o texto em movimento. Viajando pelo mundo criativo de diversos autores, o espectador terá a oportunidade de ver o Texto e o Escritor em tela, deixando-se marcar pela capacidade criativa num sentido duplo: da Escrita e da Realização. É a oportunidade de juntar leitores e cinéfilos, ambos com o desejo de assimilação da arte pela sua contribuição activa: sem leitor, o escrito não ganha vida; sem espectador, a tela apresenta meras imagens sem movimento.


Programação

12 de Outubro – 22:00

"Comboio de Sal e Açúcar" de Licínio Azevedo


19 de Outubro – 22:00

"Longe dos homens" de David Oelhoffen


26 de Outubro – 22:00

"Estive em Lisboa e Lembrei de Você" de José Barahona


31 de Outubro – 00:00

"A Instalação do Medo" de Ricardo Leite

O Barão de Edgar Pêra


02 de Novembro – 22:00

"Filme do Desassossego" de João Botelho


09 de Novembro – 22:00

"Ensaio sobre a Cegueira" de Fernando Meirelles

Entrada Livre

Modificado em quarta, 11 outubro 2017 13:50