Prémios Sophia: A consagração de "Os Gatos não têm vertigens"

A Gala dos Prémios Sophia, que premeiam os melhores do cinema em Portugal, e que teve ontem lugar no Centro Cultural de Belém, teve no filme "Os gatos não têm vertigens" o mais premiado da noite.

 

A Gala dos Prémios Sophia, organizada pela Academia Portuguesa de Cinema, teve ontem lugar no CCB notando-se uma considerável melhoria relativamente ao ano anterior.


A gala teve mais ritmo, mais cultura, menos vaidade e mais simplicidade. Abriu homenageando Manoel de Oliveira, falecido ontem. Uma homenagem que se foi prolongando durante toda a gala, sendo o cineasta relembrado por muitos dos seus pares.


O Cante Alentejano, recentemente eleito Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, e que conta já com um documentário, teve a honra de ter o primeiro momento musical a seu cargo. Um momento sempre emocionante.


Numa cerimonia apresentada por Cláudia Semedo, que esteve irrepreensível, forma algumas as figuras da sétima arte que passaram pelo palco para anunciar os vencedores, desde actores, a realizadores.


Havia dois grandes favoritos aos prémios "Os gatos não têm vertigens" de António Pedro Vasconcelos e "Os Maias" de João Botelho.


O filme de António Pedro acabou por ser o grande triunfador da noite vencendo nas categorias de: Melhor Actor Principal (João Jesus), Melhor Som (Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira), Melhor Banda Sonora Original (Luís Cília), Melhor Argumento Original (Tiago Santos), Melhor Montagem (Pedro Ribeiro), Melhor Actriz Principal (Maria do Céu Guerra), Melhor Canção Original (Clandestinos do Amor por Ana Moura), Melhor Realizador (António Pedro Vasconcelos) e o prémio para Melhor Filme.


"Os Maias" acabaram por ficar com os prémios de: Melhor Actriz Secundária (Maria João Pinho), Melhor Actor Secundário (João Perry), Melhor Guarda-Roupa (Tânia Franco), Melhor Direcção Artística (Silvia Graboski), Melhor caracterização/efeitos especiais (Sano de Perpessac), Melhor Maquilhagem e Cabelos (Sano de Perpessac) e Melhor Direcção de Fotografia (João Ribeiro).

 

Da cerimónia há alguns apontamentos a merecerem destaque, desde logos os momentos musicais proporcionados por Ana Moura, André Sardet e Patrícia Vasconcelos, Criança Queimada e Daniela Galbin.

 

Depois a justa homenagem às mulheres do cinema e também aos que já não se encontram entre nós. Foi anunciado que será criado o Prémio Virginia que será atribuído anualmente em Dezembro e que visa distinguir uma mulher que nesse ano se tenha feito notar na sétima arte. As mensagens políticas de Sano de Sapressac que atacou o governo e mostrou apoio ao governo grego Siryza. A primeira aparição pública de Eunice Muñoz após o grave problema de saúde que lhe retirou a voz, tendo na sua intervenção dito "se acreditarem em Deus peçam um bocadinho para mim" aquando da entrega do Prémio Carreira. Uma declamação pelas mulheres de Ana Bustorf. A ausência de Luís Miguel Cintra devido à morte de Manoel de Oliveira. A ausência de António Pedro Vasconcelos que contudo deixou uma mensagem onde ataca a falta de apoio à cultura.


Apesar de um pouco mais composto o Grande Auditório do CCB voltou a estar muito despido de público, tal como no ano passado. Foram poucos os nomeados que este ano faltaram ao invés do ano passado em que quase nenhum compareceu.


Os Prémios têm vindo a ganhar mais credibilidade mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido.


Segue a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme: Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Realizador: Os Gatos não têm Vertigens, de António-Pedro Vasconcelos

Melhor Actor: João Jesus, em Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Actriz: Maria do Céu Guerra, em Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Actor Secundário: João Perry, em Os Maias

Melhor Actriz Secundária: Maria João Pinho, em Os Maias

Melhor Argumento Original: Tiago Santos, por Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Direcção de Fotografia: João Ribeiro, por Os Maias

Melhor Direcção Artística: Silvia Grabowski, por Os Maias

Melhor Caracterização / Efeitos especiais: Sano de Perpessac, por Os Maias

Melhor Guarda-Roupa: Tânia Franco, por Os Maias

Melhor Maquilhagem e Cabelos: Sano de Perpessac, por Os Maias

Melhor Montagem: Pedro Ribeiro, por Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Som: Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira, por Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Banda Sonora Original: Luís Cília, por Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Canção Original: "Clandestinos do Amor" de Ana Moura, Os Gatos não têm Vertigens

Melhor Documentário em Longa-Metragem: E Agora? Lembra-me, de Joaquim Leitão

Melhor Curta-Metragem de Ficção: Encontradouro, de Afonso Pimentel

Melhor Curta-Metragem Documentário: O Meu Outro País, de Solveig Nordlund

Melhor Curta-Metragem de Animação: Fuligem, de David Doutel e Vasco Sá

Prémio Carreira a Eunice Muñoz e Luis Miguel Cintra

Prémio Sophia Estudante: Bestas de Rui Neto e Joana Nicolau da Universidade Lusófona

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