No Teatro Virgínia em Torres Novas passa a 10 de Fevereiro, pelas 21:30, um filme violento, de extrema sensibilidade, que atravessa os espectadores pela emoção que contém.
Conta-se a história de Tonia, uma veterana do espectáculo de travesti lisboeta, que começa a ver o mundo a desabar á sua volta.
O seu estrelato é ameaçado pela concorrência das artistas mais novas. Pressionada pelo seu jovem namorado Rosário a assumir a identidade feminina, submetendo-se a uma operação de mudança de sexo, Tonia luta contra as suas convicções religiosas mais profundas: se, por um lado, quer tornar-se a mulher que Rosário tanto deseja, por outro, acredita que perante Deus nunca poderá ser essa mulher.
"Morrer como um homem", é o terceiro filme de João Pedro Rodrigues e foi exibido na secção "Un Certain Regard" que engloba os novos talentos cinematográficos do famoso Festival de Cannes.
O filme, que foca a vivência travesti e transexual, segundo o realizador descreve "uma guerra de sentimentos" e conta com um elenco não profissional onde pontua Fernando Santos, mais conhecido na noite lisboeta como Deborah Cristal, como personagem principal e com Cindy Scratch e Jenny LaRue, duas transexuais conhecidas do realizador de longa data.
Fernando vestirá a pele de uma Drag Queen "em fim de carreira", segundo João Pedro, que acrescenta que "este filme vai contra o espectáculo.
É a antítese de ‘Priscilla, Rainha do Deserto’."